Garotada tricolor
José Augusto Barros: por mais jogos para o time de transição do Grêmio
Com tempo e paciência, novos nomes podem ganhar destaque, assim como Elias e Rildo


Que a base foi responsável pelos bons resultados dos últimos anos, não resta dúvida. Foi com o surgimento de Arthur, por exemplo, que o time teve a virada de chave, em 2017, e partiu para a histórica campanha que nos deu o Tri da Libertadores da América (sempre é bom lembrar que, antes de Arthur virar titular, fomos eliminados pelo Novo Hamburgo, no Gauchão).
Agora, depois de alguns anos de fortunas investidas em reforços que nos deram pouco ou nenhum resultado, a direção e o técnico Mancini tem nas mãos uma chance de ouro, ou de revelar jogadores para serem vendidos posteriormente, ou de termos jogadores aptos a atuar pela equipe principal.
Por isso, fico animado com a notícia de que o time de transição pode atuar em mais jogos, do Gauchão. O foco desse ano, ninguém tem dúvida disso, é a Série B, em primeiro lugar. Claro, temos um desafio imenso na Copa do Brasil, mas sabemos que o furo é muito mais embaixo.
Então, até arrisco dizer que poderíamos jogar boa parte do Gauchão, ou quase todo, com o time de transição, ou mesclando titulares com essa gurizada.
No total, segundo o colega Rodrigo Oliveira, a equipe de garotos do Tricolor pode atuar por até quatro jogos do Estadual. A ideia é que a base de time que venceu o Caxias, na estreia, será mantida para a segunda rodada, contra o Brasil-Pel, amanhã. Estou otimista com nomes como Elias e Rildo, por exemplo. Com tempo e paciência, novos nomes ganharão destaque. E 2022, apesar dos pesares, parece ser o ano ideal para isso.