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Paixão Tricolor

Cacalo: até quando teremos violência no futebol?

A impunidade é a razão de tudo

22/03/2022 - 09h00min

Atualizada em: 22/03/2022 - 09h00min


Cacalo Silveira Martins
Cacalo Silveira Martins
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Jefferson Botega / Agencia RBS
Lucas Silva foi atingido por um celular no Gre-Nal 436

A violência de alguns indivíduos que se dizem torcedores parece não ter fim. Não tenho dúvida, e já me manifestei sobre isso outras vezes, que a impunidade é, obviamente, a razão de tudo. Quando o Judiciário, talvez dentro dos parâmetros da lei, livra da prisão um bandido, como foi o caso daquele cidadão que jogou uma enorme pedra ferindo o atleta Villasanti, está dando autorização para que os fatos se repitam e haja outros atingidos. Como foi o caso de Lucas Silva.

Para que o leigo saiba: em geral, basta ter residência fixa e estar trabalhando para não ser preso preventivamente, apesar do crime cometido. Repito que isso pode até ser legal, mas é absolutamente contrário ao clamor popular e às lesões causadas nos agredidos. E quando alguém for a óbito?

Além disso, no caso anterior, fui um dos que absolveram o Inter pela agressão de seu torcedor. Mas agora o fato se deu dentro do campo, com identificação do torcedor colorado, com lesão ao profissional gremista. Será que os órgãos da Justiça Desportiva vão adiar julgamentos — e, se houver condenação, deixarão para que seja cumprida na fase classificatória do próximo ano?

Até quando o Inter terá somente os benefícios da lei, ao contrário de outros clubes radicalmente punidos? Ninguém está sendo responsabilizado pelas agressões praticadas. Até quando? Mesmo os órgãos administrativos que dirigem o futebol estão quietos, adiando soluções bem claras e determinadas.

Fato repetido

Quando acontece uma vez, admito que seja um fato isolado. Mas duas agressões se constituem em reincidência específica e perigosa. Espero que o torcedor gremista aja com paz e prudência neste Gre-Nal de quarta-feira (23). Que seja um jogo com zero violência, para que o clube não seja penalizado como foi outras vezes — mesmo sem ninguém ferido.


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