Paixão tricolor
Cacalo: lembranças e semelhanças do Grêmio
Em 1993, estávamos convivendo com uma situação muito semelhante a que agora vive o Tricolor


Em 1993, a convite do presidente Fábio Koff, assumi o comando do departamento de futebol do Grêmio. Estávamos convivendo com uma situação muito semelhante a que agora vive o Tricolor. Vinha de uma segunda divisão e precisávamos refazer a equipe para efeito das disputas do ano que se avizinhava.
Sob a batuta do presidente Koff, fui à luta. Fomos todos do futebol. Fizemos um time de nível mediano, mas que, jogando, demonstrava muita garra e vontade de vencer. E tanto fez que fomos campeões gaúchos naquele ano e vice-campeões da Copa do Brasil.
Para uma equipe que havia sido formada às pressas, ficamos de certa forma satisfeitos com o andamento daquele time. Mas tínhamos ciência plena que, por se tratar de Grêmio, era necessária uma significativa melhora.
E tratamos de refazer a equipe para o ano seguinte. Fomos felizes e conseguimos organizar uma nova equipe, e obtivemos o título da Copa do Brasil. Começamos a crer que estávamos fazendo um bom grupo. Em 1995, com os novos atletas, vencemos o Gauchão e a Libertadores.
Dificuldades
Mas tivemos a dificuldade que os próximos dirigentes terão, no sentido de ajustarem um time capaz de representar um Grêmio vencedor preparado para enfrentar, com bons resultados, todas as competições. Para isso, precisam ter equilíbrio, ousadia, muito conhecimento de futebol e um ajuste interno, onde todos tenham a mesma ansiedade por vitórias.