Paixão tricolor
Cacalo: a autoridade máxima de um clube é o presidente
Renato, ao que parece, precipitou-se em não esgotar o diálogo com a direção


Ainda perdura entre os gremistas a tristeza decorrente do mau desempenho no clássico. Não bastassem as agruras do campo, surgiram fatos negativos fora dele. Recebi inúmeras mensagens por não ter opinado sobre a viagem de Renato.
Estou entre aqueles que não entenderam, de pronto, a atitude do técnico. Inicialmente, quero afirmar que estas situações devem, obrigatoriamente, ser tratadas intramuros.
Por óbvio, não se sabe como o assunto foi discutido internamente e temos de nos valer da palavra séria do presidente que, publicamente, demonstrou seu aborrecimento. O técnico, ídolo tricolor, ao que parece, precipitou-se em não esgotar o diálogo com a direção antes de tomar a decisão que adotou.
Tudo poderia ter sido resolvido no diálogo, olho no olho, uma vez que a matéria extravasou os limites da parceria e boa convivência. Essa reaproximação vai acontecer no retorno do treinador, que terá de entender, mesmo que tardiamente, a grandeza do clube que trabalha. Ele se criou no Grêmio, onde se destacou profissionalmente com tanto êxito que virou estátua. A autoridade máxima é o presidente, a quem em caso de litígio pertence a última palavra.
Portanto, desarmados de qualquer resquício decorrente do desentendimento, pois ambos têm o mesmo objetivo, queremos ver novamente o Tricolor com seus dirigentes e profissionais apoiados pela torcida, unidos na busca da vaga para a Libertadores. Vamos olhar para a frente e o que passou fica no passado, devidamente esclarecido.