Grêmio



Tropeço 

Luciano Périco: as duras lições que ficam para Luís Castro na derrota do Grêmio no Gre-Nal

Colorado aplicou 4 a 2 no Beira-Rio no clássico 449 neste domingo (25)

26/01/2026 - 08h30min

Atualizada em: 26/01/2026 - 08h32min


Luciano Périco
Luciano Périco
Enviar E-mail
Bruno Todeschini/Agencia RBS
Castro não armou uma defesa sólida no clássico.

O grande problema do Grêmio na derrota por 4 a 2 para o Inter no Gre-Nal esteve na defesa. Na verdade, foi um colapso coletivo. 

O time de Luís Castro apresentou enormes dificuldades para conter o ataque do Inter, especialmente Carbonero, que encontrou espaço, vantagem física e liberdade para jogar. Os defensores gremistas foram batidos com facilidade em vários momentos. 

A sensação era de que o Grêmio atuava em uma rotação inferior àquela imposta pelo Colorado. Enquanto o Inter acelerava, pressionava e ocupava o campo ofensivo, o Tricolor reagia atrasado. 

Ainda assim, saiu na frente no marcador: o gol de Amuzu, em boa jogada de Tetê e assistência de Carlos Vinicius, parecia abrir um cenário favorável. Mas a alegria durou pouco. Com a incapacidade de sustentar qualquer vantagem, o empate veio rápido demais, sintoma claro de um sistema defensivo instável.

Controle e imposição

Mesmo quando voltou a liderar o placar — com Edenílson aproveitando falha de Rochet — o Grêmio não conseguiu jogar o suficiente para defender o resultado. Faltaram controle e imposição. 

O Gre-Nal 449 também ficará marcado por uma atuação muito ruim de Weverton. Multicampeão, o ex-goleiro do Palmeiras teve um desempenho para ser esquecido. Pelo menos dois gols podem ser colocados na sua conta. Mas seria injusto apontá-lo como único culpado. 

Ninguém se salvou no sistema defensivo: Marcos Rocha, Noriega, Wagner Leonardo e Marlon sucumbiram às investidas coloradas em diversos momentos. Além dos gols sofridos, o Inter ainda acertou duas bolas na trave. O placar poderia ter sido mais elástico.

Do meio para frente, a equipe pouco produziu. Cristaldo voltou à velha rotina apagada em jogos grandes. Arthur foi vigiado o tempo inteiro por uma marcação serrada e não encontrou espaços para pensar o jogo.

O Grêmio atacou pouco e defendeu mal — uma combinação fatal. E o que fica de lição para Luís Castro? A primeira é clara: não é momento de terra arrasada. O trabalho está no início, e Gre-Nal não pode ser sentença definitiva. O tempo costuma curar as feridas de uma derrota como essa. 

Mas ajustes são urgentes. O Grêmio precisa marcar mais para se defender melhor. Mesmo com a entrada de mais volantes no segundo tempo, o meio-campo não ganhou robustez. Faltou equilíbrio, proteção e leitura coletiva. 

Contratar um meia é prioridade. Mas organizar o sistema defensivo é emergência. Porque clássico não perdoa e a defesa gremista aprendeu isso da forma mais dura.


MAIS SOBRE

Últimas Notícias