Três pontos
Luciano Périco: o legado que fica da vitória dos reservas do Grêmio em Bagé
Luís Castro preservou titulares e venceu o Guarany por 2 a 0 no Estádio Estrela d’Alva


A decisão de preservar os titulares contra o Guarany em Bagé foi correta. Calendário apertado, desgaste evidente e um Gre-Nal no horizonte justificavam a escolha de Luís Castro. O Grêmio voltou com a vitória por 2 a 0, missão cumprida no resultado, mas o desempenho deixou recados importantes para o treinador português analisar os desafios do futuro.
O Tricolor foi soberano na posse de bola, controlou territorialmente a partida e praticamente não correu riscos defensivos no primeiro tempo. Ainda assim, criou pouco. Foram longos minutos de circulação de bola estéril até surgir a única chance clara da etapa inicial: a cabeçada de André Henrique no travessão. Muito controle, pouca agressividade.
A principal dificuldade esteve no enfrentamento à marcação cerrada e competente do time de William Campos. A saída de bola sofreu, especialmente com Dodi e Edenilson, que encontraram problemas para dar fluidez ao jogo. Um contraste evidente em relação à dinâmica que a dupla formada por Arthur e Tiago costuma oferecer. Faltou aceleração e passe vertical. Futebol propositivo.
Na defesa, o sistema se manteve estável. Luís Eduardo e Viery, assim como João Pedro e Caio Paulista, tiveram atuações corretas, sem brilho, mas seguras dentro do contexto da partida.
Já Weverton, em sua estreia, teve atuação tranquila. A bola esteve poucas vezes próxima da sua meta. O ponto de atenção foi um erro, ao rebater uma bola para frente, lance que poderia ter resultado em gol do Guarany. É possível dar um desconto pela falta de ritmo, após um longo período de parada no Palmeiras e a perda da titularidade.
Centroavante matador
O jogo mudou com as mexidas. Carlos Vinícius, mais uma vez, foi decisivo. Veio do banco de reservas e abriu o placar, confirmando o faro apurado de gol e a importância que tem no elenco.
O lance também escancarou outro nome em ascensão. Gabriel Mec, autor da assistência, fez a melhor partida no time principal. Personalidade, visão e impacto imediato.
Na coletiva, Luís Castro evitou falar em Gre-Nal. Estratégia compreensível. Mas a leitura é óbvia: a escalação no Beira-Rio será bem diferente da que atuou em Bagé.
O jogo serviu como laboratório. Preservou peças-chave e ajudou a definir quem está pronto e quem ainda precisa evoluir. O Grêmio fez o que precisava. Agora, o desafio muda de tamanho. E de exigência.
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