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Tensão

Queki: a primeira crise de Luís Castro no Grêmio

Depois de uma derrota vexatória no Gre-Nal e um revés na estreia do Brasileirão, treinador vive sua primeira instabilidade no comando gremista

30/01/2026 - 04h00min


Lucas Uebel / Grêmio FBPA
Torcedor começa a olhar com desconfiança sobre o trabalho de Luis Castro

Antes de qualquer coisa, é preciso dizer que nem se o Guardiola estivesse no comando do Grêmio neste momento passaria ileso por críticas. Então é preciso tratar com normalidade a desconfiança que o torcedor criou nesta semana depois de derrotas no Gre-Nal e na estreia do Brasileirão. Até porque se espera muito de Luís Castro.

O técnico vive a sua primeira instabilidade no comando do Grêmio e, convenhamos, é cedo demais. Não terminamos janeiro, ele ainda não completou um mês de trabalho, mas todos sabemos que o resultado é soberano no futebol. 

De nada adianta fazer o melhor trabalho do mundo se em campo o time não rende o esperado. Não estou sendo definitiva com o treinador, acredito, sim, que é preciso dar tempo ao tempo, até para maturar suas ideias e metodologias. 

Porém, algumas questões estão me chateando como torcedora. A primeira delas é que exaltamos o desejo do treinador em contar com as categorias de base e isso foi visto e elogiado nos primeiros jogos. Bastou, porém, um resultado péssimo para que cascudos questionáveis ocupassem o lugar das promessas no time titular.

Falo de Tiaguinho e de Edenilson. Tiago não foi bem no Gre-Nal, é verdade, mas ele tem 17 anos e obviamente vai oscilar. Mas voltar com Edenilson no time titular é retroceder. Apostar em Cristaldo também. 

Outra coisa que não consigo entender é o que pensa o treinador em relação a Willian. Terminamos o ano passado com o jogador sendo uma das melhores contratações da janela de setembro e virou reserva nas mãos de Luís Castro. Me trinca a cabeça ver Cristaldo tendo novas chances, mesmo indo para sua quarta temporada, e Willian ser a terceira opção no Gre-Nal.

Elogiei muito a contratação de Luís Castro e acredito que ele precisa de tempo para maturar seu trabalho, mas é preciso que ele tenha convicção de suas escolhas. Até porque o trauma com Quinteros ainda está muito fresco na memória do torcedor.











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