Finanças
Queki: Grêmio não está cometendo loucuras
Tricolor está operando de forma responsável, dentro de suas possibilidades


Sei que as movimentações do Grêmio no mercado desde o fim do ano passado chamam atenção. Afinal, o cenário financeiro do clube, que até há pouco estava no “transfer ban” da Fifa não é dos melhores e certamente o torcedor esperava um ano mais cauteloso, daqueles pra ajeitar a casa.
Tive uma severa discussão no Sem Filtro de GZH outro dia com meus colegas Vini Moura e Marco Aurélio Souza. Primeiro que eles não entendem de onde o Tricolor está tirando dinheiro para trazer os reforços que estamos trazendo e, segundo, para eles, o clube está dando o tradicional “all in”, como o Inter fez há dois anos.
Pois bem, eu discordo veementemente desta afirmação. Caio Paulista e Weverton vieram sem custos de transferência. Inclusive, o Grêmio paga metade do salário do Caio, combinado com o Palmeiras.
Tetê e Enamorado foram investimentos altos, é verdade, mas que pagaremos em várias parcelas. Tetê, aliás, será pago em quatro anos.
Tivemos a venda do Alysson, a receita da Ingresse, antecipação de mensalidade dos sócios, entre outras vendinhas ou acertos de empréstimo por outros atletas que, no montante, permitem com o que o Grêmio consiga rebolar financeiramente.
Todo e qualquer investimento é feito através dos cofres do clube, sem nenhum investidor ou empréstimo. Fora que Paulo Pelaipe trabalha para encontrar novos destinos para atletas que não serão utilizados, visando diminuir a folha.
Ou seja, o Grêmio está operando de forma responsável, dentro de suas possibilidades, e está fazendo muito bem, obrigada.