Voto de confiança
Luciano Périco: paciência é a palavra de ordem no Grêmio
Sob pressão, Tricolor se prepara para enfrentar o Juventude na segunda partida da semifinal do Gauchão


Quero deixar claro: não gosto da ideia de trocar treinador com pouco tempo de trabalho. O grande mal do futebol brasileiro atual é o imediatismo. Vivemos o império do resultadismo, onde qualquer oscilação vira motivo para ruptura.
Em um calendário apertado, o Gauchão precisa ser tratado como uma pré-temporada de luxo. A prioridade tem que ser o Brasileirão. Dito isso, criticar o trabalho de Luís Castro não só é possível como necessário. Não dá para passar pano.
A campanha no Estadual é menor do que se poderia projetar. Nos testes mais relevantes até aqui, contra Inter e Juventude, o Grêmio não conseguiu se impor.
No cenário nacional, os sinais também preocupam. As atuações diante de São Paulo e Fluminense foram assustadoras pela fragilidade apresentada. A vitória sobre o Botafogo, apesar dos três pontos, expôs problemas defensivos claros ao sofrer três gols.
Falta de identidade
Mesmo utilizando com frequência os principais jogadores e preservando pouco, o Tricolor não demonstra evolução consistente. Falta identidade.
Não se enxerga uma ideia clara do que o treinador português pretende implementar. O time oscila demais, alterna momentos sem padrão definido e ainda busca uma forma confiável de competir.
Parte da torcida já se manifesta nas redes sociais pedindo a saída de Luís Castro. Acho um erro. O treinador pode tirar mais do elenco que tem nas mãos e merece um voto de confiança. No futebol, paciência não significa ausência de cobrança.
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