Garra
Queki: a grande volta por cima de Pavon no Grêmio
Depois de ser muito mais vaiado do que aplaudido no ano passado, jogador começou 2026 completamente diferente


Antes de qualquer coisa, preciso dizer que jamais me imaginei escrevendo esta coluna. Mas preciso ser justa com o que vejo em campo e o que tenho visto é um jogador que, com muito esforço, conseguiu o respeito dos gremistas.
Pavon está longe de ser aquele nome incontestável, que a torcida ama e que compra camisas com seu número. O torcedor tinha, sim, uma certa expectativa com a sua contratação. Quando chegou ao Grêmio, fez gol e deu assistência logo na estreia. Mas aos poucos o argentino foi perdendo espaço e se atrapalhando nas oportunidades que teve.
No ano passado, foi muito mais vaiado do que aplaudido. Nas rodas de conversa, muitos gremistas nem o queriam mais na Arena, inclusive eu.
Pois bem, 2026 começou com Pavon ainda sob muita desconfiança. Mas o que o torcedor tem visto em campo é um jogador que é "pau pra toda obra", entra onde tiver que entrar e dá tudo de si.
Pavon sai de campo esfarelado de tão cansado e isso a gente reconhece e respeita. Se tem uma coisa que a torcida do Grêmio não suporta é jogador "vagabundo", que não honra a camisa que veste.
Pode não ser o maior craque do mundo, mas se suar a camisa e se entregar por ela, já tem o nosso respeito. E Pavon tem feito isso muito bem.
Eu sei que atacante precisa fazer gol e já faz mais de um ano que ele não balança as redes, mas é um dos líderes de assistência desde o ano passado. Tenho certeza que se fizermos um "fala povo" com a torcida do Grêmio hoje, muitos vão falar coisas boas de Pavon.
É muito legal quando um jogador que era massacrado consegue superar as dificuldades e fazer as pazes com a arquibancada.
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