Taça no armário
Queki: a grande volta por cima do Grêmio no Gauchão 2026
Time de Luís Castro cresceu na hora certa, superou desconfianças e se consagrou campeão gaúcho na casa do rival


O Gauchão 2026 tinha favorito antes mesmo de começar o campeonato e, sim, era o Grêmio. Pelo investimento feito no início da temporada, por já ter boa base de time da janela passada e por ter trazido Luís Castro. Esse era o nosso discurso no início do ano.
Mas, quando a bola rolou, o favoritismo perdeu força, principalmente depois da paulada que tomamos no primeiro Gre-Nal e dos confrontos mais fortes do Brasileirão. Na semifinal, sofremos contra o Juventude que, aliás, não conseguimos vencer na competição.
Enquanto isso, o rival chegava à final jogando com os reservas e com folga. Nas mesas de bar e rodas de conversa, se inclinava um favoritismo colorado. Pezzolano era elogiadíssimo pela crônica esportiva, enquanto Luis Castro passava por certa instabilidade e desconfiança.
Ninguém gosta de perder Gre-Nal, mas não tenho dúvidas de que aquela derrota dura fez o treinador aprender e o time amadurecer. Foi necessário um choque de realidade para que o português entendesse o clássico e fosse humilde para recalcular rota.
Mudança no time titular
Luís Castro foi ousado. Mudou drasticamente a fotografia do time titular. Para ele, não existe tempo de clube, valor do salário ou tamanho do "crachá": vai jogar quem estiver melhor. O professor bancou uma dupla de zaga jovem, surpreendendo a todos, e promoveu Enamorado e Monsalve entre os 11.
O Grêmio ainda sofreu contra o Juventude no Jaconi, mas fez um bom jogo contra o Galo pelo Brasileirão e foi perfeito no Gre-Nal da Arena. No Beira-Rio foi protocolar, jogou apenas o suficiente para segurar a vantagem construída na primeira partida.
Aos poucos, o torcedor vai se despedindo daquele Grêmio cansado de 2025 e vê com bons olhos as mudanças do treinador, que teve coragem suficiente para mudar. O Tricolor cresceu na hora certa, deu a volta por cima e retomou a confiança para ser campeão.