Injustificável
Queki: não faz nenhum sentido continuar escalando Tetê
Luís Castro insiste, mas jogador não mostra nenhuma evolução


Eu juro que não gostaria de escrever esta coluna. Queria abrir o texto falando maravilhas de uma das principais contratações do Grêmio na temporada. Do guri que voltou para casa para finalmente vestir a camisa profissional do clube e que arrebenta a cada jogo.
A realidade, contudo, é completamente diferente da expectativa. Na última quarta-feira (29), contra o Palestino, Tetê teve mais uma oportunidade no time titular e fracassou.
É nitidamente um jogador sem nenhuma confiança. Alguém pode falar que ele sofreu o pênalti, perdido três vezes por Carlos Vinícius, é verdade, mas é muito pouco para o que se espera. Por vezes, a impressão que temos é que ele nem compete.
E não é por falta de oportunidade, muito pelo contrário, Luís Castro insiste até demais, mas todo jogo é uma grande decepção. Óbvio que não vou abrir mão de um jogador que custou muito ao clube e ainda tem quatro anos de contrato, mas é mais do que claro que não faz nenhum sentido escalá-lo neste momento. Acho que a cada jogo ruim, a exposição e o constrangimento perante a torcida só aumentam.
Na coletiva pós-jogo, o técnico português foi questionado mais uma vez sobre Tetê e disse que se viu "obrigado" a escalar por falta de alternativa. Ora, eu me recuso a aceitar que um treinador prefira colocar em campo um jogador que não rende absolutamente nada a mudar o esquema tático. Isso é inadmissível.
Há pouco tempo, Luís Castro revelou em coletiva que Tetê passava por um problema pessoal e isso, pra mim, é mais um motivo para que o preservem. Se ainda não resolveu, que resolva, melhore e tente voltar ao time aos poucos, quando realmente estiver bem e a fim de competir. Pois do jeito que está, o clima com o torcedor se encaminha para algo insustentável.
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