Paixão Tricolor
Queki: se a demora do patrocínio master para o Grêmio for por prudência, eu compreendo
Direção passada do Tricolor embarcou em contratos furados com duas marcas aleatórias e ficou no prejuízo


Entre as opiniões sobre qual esquema tático Luís Castro deveria usar em campo, uma pergunta sempre aparece nas discussões de Grêmio, pelo menos na minha bolha: "e o patrocínio master, hein? A quantas anda?". É inevitável e extremamente normal esse questionamento, afinal eu não lembro do clube ficar tanto tempo sem estampar uma grande marca na parte mais nobre da sua camisa.
Confesso que também estou ansiosa por esse desfecho, pois a situação financeira atual necessita muito desta verba. Porém, as últimas notícias que envolvem os contratos mal feitos da gestão passada me fazem ter um pouco de cautela neste momento. O Grêmio tomou um tufo ao negociar com a Alfa.
Primeiro porque não estava recebendo o que foi acordado no início da parceria. Depois negociou a rescisão por um valor bem abaixo da multa estabelecida em contrato, de R$ 40 milhões para R$ 12 milhões e, pasmem, mesmo assim a Alfa não cumpriu a primeira das doze parcelas de R$ 1 milhão.
Tivemos também o episódio inacreditável do "Pix das Estrelas", no qual o Grêmio embarcou em uma ação de marketing que prometia um anúncio de um super reforço para o time, que nunca aconteceu. Pegou tão mal que o clube foi obrigado a rescindir o contrato. Aliás, atualmente esta empresa é alvo de investigação do Ministério Público. Esse episódio não gerou prejuízo financeiro, mas uma exposição completamente desnecessária e um desgaste com o seu torcedor.
Esses dois acontecimentos me fazem pensar que a direção anterior não tinha nenhuma noção do tamanho da nossa marca. É inacreditável expor uma instituição de 123 anos, com mais de 10 milhões de torcedores a esses constrangimentos e por isso eu consigo ter um pouco mais de paciência quanto a demora do patrocínio master em nossa camisa. A direção atual ficou em uma sinuca de bico e certamente não esperava esse desfecho da antiga patrocinadora.
Se for por prudência, cuidado com a imagem do Grêmio e por manter vivo esses exemplos ruins, eu realmente entendo. Mas também preciso dizer que trouxemos um CEO de mercado justamente para que essas situações transitem com mais facilidade, afinal, já estamos no meio de abril.
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