Problemão
Queki: o tamanho do problema que a incompetência do Grêmio trouxe
Tricolor terá que enfrentar o Bolívar pela repescagem da Sul-Americana possivelmente na altitude


O primeiro compromisso do Grêmio, após a parada para a Copa do Mundo, pode ser uma grande pedreira. Isso porque o Tricolor terá o Bolívar como adversário na repescagem da Sul-Americana e poderá enfrentar uma altitude de 3,650 metros, em La Paz.
Digo "poderá" porque atualmente o time boliviano está mandando seus jogos fora do seu habitat natural por conta dos conflitos políticos. Parte da população pede a renúncia do atual presidente, Rodrigo Paz. Por conta disso, o Bolívar recentemente mandou seus jogos em Santa Cruz de la Sierra e também no Paraguai, territórios sem altitude. Porém, as partidas pela Sula tem datas base nos dias 22 e 29 de julho, até lá já é possível que tenha normalizado o conflito.
Agora você imagina um time voltando de uma quase "pré-temporada" tendo que jogar o primeiro jogo na altitude?! É pra quebrar qualquer planejamento. Sem contar o fato de adicionar mais dois jogos em um calendário que já é apertadíssimo. Esse é o custo da incapacidade do time de Luís Castro em um grupo pífio da Sul-Americana.
Não há nenhuma justificativa plausível para que o Grêmio não tenha nadado de braçadas em um grupo com City Torque, Riestra e Palestino. Absolutamente nenhum discurso, nem do técnico e nem da direção, cabe para explicar este fracasso.
Os dois últimos jogos foram na Arena, bastava vencer pra não se complicar. Mas não, o Grêmio conseguiu a façanha de ficar em segundo e agora pode ter um problemão pela frente.
A incompetência sai caro.