Paixão Tricolor
Queki: o trabalho de Luís Castro no Grêmio tem prazo de validade
Nos pontos corridos, o mínimo aceitável é que o Tricolor esteja fora da zona de rebaixamento


Antes de qualquer coisa, preciso dizer que não sou a favor da demissão do treinador agora, mesmo que os resultados estejam aquém do que queremos e merecemos. Mas, para mim, existe um prazo estipulado mentalmente na minha cabeça que se estabeleça uma evolução aceitável para a continuidade da comissão técnica no Grêmio e ela vai até a parada para a Copa do Mundo.
Os objetivos do primeiro semestre foram traçados e o primeiro já foi cumprido: o título gaúcho. Além dele, precisamos também da classificação para a próxima fase da Copa do Brasil, encaminhada nos 2 a 0 diante do Confiança, na Arena e a vaga para as oitavas da Sul-Americana de forma direta, sem repescagem. Atualmente somos o segundo do grupo, mas com dois jogos em casa para avançar.
Nos pontos corridos, o mínimo aceitável é que o Grêmio esteja fora da zona de rebaixamento. Não cobro nem zona de classificação para a Libertadores neste momento, mas sim que não passe 45 dias amargurando aquela zona incômoda. Para mim, essas são as exigências para que o trabalho de Luís Castro e cia tenha continuidade por aqui.
Vejo Renato chegar no Vasco e ter uma sequência positiva, vejo Diniz no Corinthians também performando em pouco tempo. Por que nós estamos com tantas dificuldades? Qual a explicação do Grêmio não conseguir ao menos uma sequência positiva para que respire na tabela? Parece que todo jogo é um "Deus nos acuda".
Nem mesmo as vitórias são confiáveis. Todos os jogos são sempre muito custosos e sofridos e já estamos em maio. Sei que o calendário é apertadíssimo, mas esse é o preço de ser um clube grande. Não há projeto no mundo que sustente a falta de resultado.
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