Promessas vazias
Queki: O fantástico mundo da campanha eleitoral do Grêmio
Entram nomes, saem nomes e as velhas práticas de um mundo ilusório continuam acontecendo no clube


Não adianta, a expectativa e a realidade quase nunca andam juntas. Mas quando o assunto é política, seja ela partidária ou dentro dos clubes, pode ter certeza que a distância entre uma e outra costuma ser um verdadeiro abismo. É quase um universo paralelo. Que fique claro que essa não é uma prática exclusiva de Odorico Roman e seus pares, pois mudam os nomes e os hábitos seguem os mesmos.
Durante a campanha, um conto de fadas. É quase um "Fantástico Mundo de Bob", prometem profissionalismo, injeção de recursos, time forte, quase uma perfeição.
Na prática, o buraco é bem mais embaixo. Claro que não dá pra mudar tudo em seis meses e é óbvio que o torcedor está ciente das heranças ruins de outras gestões que também acabam sendo pepinos.
Mas lembro muito bem do discurso do então candidato em todos os seus espaços de imprensa de que a permanência de Arthur era uma prioridade, caso a gestão fosse eleita. E mais, havia uma estratégia para mantê-lo. A prática foi gastar mais de 10 milhões de dólares em Nardoni e Perez, que não amarram a chuteira esquerda do Arthur.
E não adianta falar em coletiva que uma coisa não inviabilizou a outra porque o torcedor não é bobo. Se faltou dinheiro pra manter um dos melhores jogadores do time agora foi porque nunca existiu estratégia alguma no início da gestão. Afinal, o papel com a proposta de permanência para o atleta chegou na semana passada.
Das promessas de campanha, nem o tão falado "check-in" da Arena foi implementado até o momento. Aliás, o nosso estádio era pra ser um dos principais aliados na arrecadação de recursos financeiros para o clube, ainda mais depois de Marcelo Marques resolver a situação da gestão e o que vimos na prática foi apenas a criação de um setor Gold Premium.
Mas talvez seja esperar demais para quem até agora não tem nem patrocínio master.
Pobre Grêmio.