Problemas
Queki: Amistosos do Grêmio escancaram erro de planejamento e de avaliação
Clube deixou de lado a preparação técnica e priorizou as receitas em amistosos marcados


Os clubes tiveram um precioso período preparatório com a parada para a Copa do Mundo. Foi quase uma espécie de "pré-temporada". A comissão técnica do Grêmio pediu, no mínimo, três amistosos preparatórios. Até aí, tudo bem.
O problema foi a forma que o clube conduziu essas marcações, longe de Porto Alegre, em condições bastante precárias. A impressão que dá é que a prioridade do Grêmio não foi a parte técnica e física, mas sim a financeira.
Qual a necessidade?
Vamos combinar, em um calendário cheio de viagens, qual a necessidade de fazer amistosos em Cascavel, Sinop e Brasília? Absolutamente nada contra essas cidades, sei que existem muitos gremistas sedentos para ter o time um pouco mais perto, mas era necessário? A informação é que o Grêmio deve lucrar cerca de R$ 2 milhões nos amistosos contra Casvavel e Chapecoense. Mas quanto vale uma boa preparação para um time que claramente tem muitas limitações?
As duas exibições até o momento foram assustadoras. A impressão que temos é que não se aproveitou nada da parada pra Copa. Claramente existiu um temor dos atletas em jogar valendo num gramado horroroso, como foi em Sinop. Deveríamos ter evitado esse constrangimento.
Agora vamos para Brasília, muito provavelmente pra tomar um sacode do Cruzeiro no final de semana. A chance desse amistoso apavorar ainda mais o torcedor é enorme.
Poderíamos ter ficado em Porto Alegre focados em melhorar único e exclusivamente o desempenho deste time, que parece estar longe do aceitável.
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