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Queki: um time alternativo do Grêmio em La Paz não é má ideia
Tricolor tem jogo fundamental diante do Fluminense no próximo domingo (26), pelo Brasileirão


Quando meu colega Marcelo De Bona trouxe a ideia de um time do Grêmio completamente reserva diante do Bolívar, em La Paz, confesso que me irritei. Pensei: "poxa vida, De Bona, já quer largar a Sul-Americana?".
Mas, pensando melhor, não acho uma má ideia. Não defendo a tese de que seja todo reserva, mas com algumas modificações, até mesmo no esquema tático.
O Tricolor já não vai contar com o seu treinador que, por motivos de saúde, fica em Porto Alegre. O auxiliar Vitor Severino é quem vai ter a missão de comandar o time.
Carlos Vinícius está suspenso para os dois jogos, Braithwaite deve ser o substituto. Além deles, Amuzu também está fora pelo protocolo de concussão.
Se eu fosse o Severino, mesclaria esse time com uma retranca bem feita. Se não três zagueiros, que coloque três volantes. Fecha tudo o que dá e faz um jogo de sobrevivência em La Paz, para decidir aqui na Arena na semana que vem. Não adianta ir faceiro na altitude, porque senão é capaz de perder a vaga nesta quinta-feira (23) mesmo.
Outro motivo é que o jogo mais importante da semana é no domingo (26), diante do Fluminense, na Arena. O Grêmio está beirando a zona de rebaixamento no Brasileirão e não pode nem sonhar em não vencer essa partida.
Eu sei que o elenco está voltando de uma longa parada e beira o absurdo pensar em preservação. Mas, infelizmente, o Grêmio conseguiu piorar o seu calendário colocando mais dois jogos de repescagem de Sul-Americana. O final deste mês e do próximo prometem.
Fora que se for para jogar na altitude da mesma forma que jogou contra o Mirassol, no nível do mar, vai ser brabo. Então, que se escale quem tem o mínimo de fome e busque oportunidades.
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