Reserva de luxo
Kenny Braga: Ainda Bolatti

Há poucos dias, externei minha contrariedade por ver Bolatti transformado em reserva de luxo do Inter. E não abordei mais o assunto, que provocou reações solidárias em muitos colorados, também perplexos diante da situação do argentino. Eles aguardavam seu aproveitamento no time do Inter.
Mas os jogos vão passando, e o lugar reservado a Bolatti é sempre igual: o banco de reservas, onde permanece 90 minutos sentado, vendo seus colegas vencerem e perderem jogos.
Educado, de boa formação, o jogador enfrenta resignadamente o rigor do castigo não declarado a que está sendo submetido, apesar de já ter vestido a camisa da seleção da Argentina.
Forma de tratar
Quantos jogadores teriam a mesma atitude? Até por isso, o Bolatti cresce no meu conceito. Mas gostaria de saber o que ele diz para o seu travesseiro quando vai dormir.
Na verdade, essa situação não deve perdurar porque o Bolatti não é um jogador em formação nem um perna-de-pau, sem condições de reagir aos momentos adversos.
Os bons, em qualquer atividade, não podem ser tratados como se fossem ruins. E, se forem, devem seguir adiante porque logo ali terão o reconhecimento que merecem.
Acho que está na hora de o presidente Giovanni Luigi tratar pessoalmente desse assunto com o Fernandão e o Dorival Junior numa reunião marcada pela franqueza.