Paixão Colorada
Kenny Braga: Pela dignidade

Nada pode ser pior para o ser humano do que a desistência diante de uma dificuldade que se apresente na vida. Desistência é a confissão mais clara de fragilidade moral. O raciocínio vale para qualquer situação.
Pois já se diz e se escreve que o ano terminou para o Inter. Claro que não terminou. O time ainda vai disputar quatro jogos no Brasileirão. E mesmo que as vitórias não levem a nada, os colorados querem que o time ganhe e não perca os jogos restantes.
É aí que cresce a importância da afirmação do volante Ygor. O Inter tem que ir até o fim, depois do rotundo fracasso nos Aflitos, jogando pela sua história, pela sua imagem e pela sua dignidade.
Sócios-proprietários
Até porque se isso não motiva os jogadores será imperioso, após o Brasileirão, seja qual for o presidente, que se faça uma revolução no futebol colorado.
A torcida não aguenta mais ver jogadores sem as menores condições para atuar na equipe titular preservados porque, um dia, ajudaram na conquista de títulos.
Já na partida do próximo domingo, contra a Ponte Preta, em Campinas, Fernandão tem obrigação de deixar fora da equipe quem afundou em Recife. Nem preciso dizer os nomes.
A torcida colorada está cansada de ver jogadores desinteressados em campo, como se eles fossem sócios-proprietários do clube que não podem ser incomodados por ninguém em momento algum.