Paixão Colorada
Kenny Braga: Técnicos mandões

É compreensível que os técnicos de futebol queiram autonomia para realizar seus trabalhos, mas não pode ser autonomia absoluta, como se fossem imperadores. Até porque nenhum profissional é infalível. Os técnicos erram e acertam como qualquer pessoa. Ganham e perdem.
No mínimo, é preciso que o treinadores tenham humildade para compartilhar decisões com auxiliares experientes e prestar contas do trabalho aos presidentes dos clubes. Essa opinião, compartilhada por muitos torcedores, ficou reforçada com o que vi na decisão do Mundial de Clubes Fifa, na vitória consagradora do Corinthians, comandado pelo gaúcho Tite.
Oscar no banco
De um lado, Adenor Bachi, o Tite, hoje um papa-títulos comparável ao grande Telê Santana, de forma inteligente optou pela melhor escalação. Fez com que o Corinthians se impusesse na decisão do Mundial de Clubes, contra o milionário Chelsea. De outro, Rafa Benítez, treinador de renome, mas que se equivocou na escalação do time inglês ao deixar Oscar no banco durante a maior parte da partida.
Só lembrou que Oscar existia na metade do segundo tempo, quando o placar era favorável ao Corinthians, muito melhor em campo. Não seria o caso de o presidente do Chelsea ordenar que Benítez escalasse Oscar? Certamente não quis arriscar, com medo de ter seu pedido rejeitado.