Paixão Colorada
Kenny Braga: Cuidado com o Uruguai
Leia a coluna do Diário Gaúcho na íntegra

Hoje é um dia especial na Copa das Confederações porque marca um novo confronto entre Brasil e Uruguai. Tudo indica que a Seleção Brasileira vai ganhar do Uruguai porque, ao menos teoricamente, é mais forte.
Não me atrevo, porém, a escrever que será uma vitória fácil porque a garra uruguaia é uma virtude que jamais pode ser menosprezada. A história dos confrontos entre as duas seleções mostra isso. Mesmo quando o Brasil supera o futebol uruguaio, como aconteceu na Copa do México, em 1970, os charruas não perdem sua característica principal do início ao fim das partidas.
Dois mundiais
Aliás, foi a seleção brasileira comandada por Zagallo, na Copa do Tri, que resgatou nossa autoestima diante do Uruguai após a proeza da Celeste 20 anos antes no Maracanã. Para nós, nascidos em Santana do Livramento, na fronteira com Rivera, foi um alívio e a uma doce vingança assistir à vitória do Brasil por 3 a 1 em Guadalajara.
Clodoaldo, Jairzinho e Rivelino silenciaram os uruguaios, que durante duas décadas azucrinaram nossos ouvidos com a repetição da proeza de sua seleção no dia 16 de julho de 1950, no Maracanã. Após o jogo de Guadalajara, já não podiam mais nos infernizar com a repetição dos nomes de Juan Schiaffino e Ghiggia. Pois, hoje, eu quero que a Seleção Brasileira seja tão eficiente como em 1970, no México.
Só isso.