Paixão Colorada
Kenny Braga: Mal crônico
Leia a coluna do Diário Gaúcho na íntegra

Na próxima segunda-feira, o presidente Giovanni Luigi vai conversar sobre as finanças do Internacional em reunião com o Conselho Deliberativo do clube. E certamente não será uma explanação muito diferente de outras ocasiões feitas por presidentes colorado.
Apesar do dinheiro advindo da televisão, do crescente número de sócios, da ações de marketing e das arrecadações dos jogos, o Inter não tem, como a maioria dos grandes clubes brasileiros, um saldo positivo nas suas contas. Sofre de um mal crônico, o de gastar mais do que arrecada, principalmente em razão do peso da folha salarial do seus profissionais.
Mais com menos
Incrivelmente, o clube gasta R$ 9 milhões mensais com salários. Isto significa a bagatela de mais de R$ 108 milhões por ano. É duas vezes a quantia do que o Tottenham estava disposto a pagar pelo centroavante Leandro Damião. É claro que nada mudará para melhor nas finanças do Inter se o problema não for discutido com realismo.
A política do futebol dos clubes, e não somente do Inter, tem que ser amplamente reformulada. Não podemos pagar em Porto Alegre salários que profissionais ganham em poucos clubes milionários de outros países. Precisamos fazer mais com menos dinheiro para os jogadores. E também que os jogadores da base sejam propriedade exclusiva dos clubes e não compartilhados com empresários.