Paixão Colorada
Recuperação
Leia a íntegra da coluna Paixão Colorada no Diário Gaúcho

O Inter volta a campo hoje, depois do vexame de domingo (sim, levar quatro de um time que não costuma fazer mais do que um gol por jogo não pode ser chamado de outra forma), com a difícil missão de encarar o vice-líder fora de casa. Não bastassem as dificuldades naturais de um confronto com o São Paulo no Morumbi, ainda há os problemas de desfalques, principalmente no meio-campo.
Sem D'Ale e Aránguiz, principalmente, o Colorado dependerá muito de boa estratégia a ser definida pelo seu técnico e de uma motivação extra dos jogadores. É mais uma decisão e, desta vez, novo vacilo pode por por água abaixo tudo de positivo que foi feita até agora.
Ou seja, não bastará ter ficado tanto tempo no G4 se, na hora da definição dos times que disputarão a Libertadores, o time não estiver entre os quatro primeiros.
Inspiração em 2006
Para que o estado anímico dos jogadores mude, para que corram como nunca, é necessário uma mudança no discurso. Eles precisam ser lembrados no vestiário de que jogam em um clube grande, com uma imensa torcida, que recebem seus salários em dia e que honrar a camiseta é um dever.
Até o final do ano, certamente não haverá qualquer alteração de impacto nos bastidores. As únicas mudanças possíveis, então, são nos estado de espírito e na formatação tática do time.
Que Abel e seus comandos estejam iluminados na noite de hoje. Quem sabe a partir da exibição dos melhores momentos da vitória por 2 a 1, perante 70 mil são-paulinos, na final da Libertadores de 2006.