Paixão Colorada
Lelê Bortholacci: "Não há como comparar os casos de Guerrero e Ronaldinho"
O atacante peruano escolheu estar no Inter
Chega a ser até meio irônico o alívio que tomou conta dos gremistas após a suspensão da liminar que deixava Paolo Guerrero jogar. Esqueceram o frustrante empate em casa contra o time misto do Cruzeiro, esqueceram as vaias da torcida ao menino Luan no fim do jogo. Foram tomados pela euforia na manhã de quinta-feira pelo fato de que o jogador recém-contratado pelo Inter não mais poderá estrear neste domingo.
Inclusive, o representante da torcida gremista aqui nesta mesma página chegou ao cúmulo de ousar comparar este caso com o das "caixas de som do Ronaldinho", falando em "mico do século". Eu não sei exatamente qual a relação que fazem entre o caso de Guerrero, que escolheu vir jogar no Inter (mesmo com propostas de outros times) e tem contrato em vigor com o caso de um jogador que esnobou o Grêmio, não apareceu na sua "apresentação", nada assinou, mandou-se para o Rio de Janeiro e correu para os braços de OUTRO clube...Não há o que comparar: Guerrero ESCOLHEU estar aqui, é jogador do Inter até 2021, receberá todo o apoio da direção e da torcida e estará apto para jogar em 2019, ano que será de diversas competições para o clube. A tentativa azul de "substituir o caso das caixas de som" não deu certo. Lamento informar.
Vamos, Inter
Repetindo o que eu disse ontem, estamos muito bem (obrigado) no Campeonato Brasileiro e chegamos até aqui sem Paolo Guerrero. E, neste domingo, é dia de quebrar mais um recorde de público no Beira-Rio. Dia de clássico nacional. Dia de empurrarmos o time pra sexta vitória seguida e, quem sabe, até assumir a liderança caso o São Paulo tropece no Ceará do Lisca Doido. Vamos, Inter!