Paixão colorada
Lelê Bortholacci: "Se recuperar o ritmo de jogo, Guerrero poderá nos dar muitas alegrias"
Goleadores como ele nunca esquecem como se bota a bola pra dentro
Num ano que não começou nada bem, a notícia da liberação de Paolo Guerrero para iniciar seus treinos no Internacional é um alento. Ganho de qualidade. Aos 35 anos, depois de ficar praticamente um ano inteiro parado, vai precisar de tempo de adaptação e de algo que a torcida colorada não tem tido muito no atual momento: paciência.
Por mais que um atleta com sua experiência conheça todos os atalhos do campo, é impossível ignorar o tempo longe dos gramados. Com o altíssimo nível de imposição física no futebol atual, o peruano vai ter de se preparar muito bem para encarar, logo na sua volta, o campeonato mais difícil do continente: a Copa Libertadores.
Com contrato de três anos com o Inter, vai nos dar muitas alegrias se conseguir recuperar seu ritmo de jogo e condicionamento físico. Goleadores como ele nunca esquecem como se bota a bola pra dentro. Só para citar dois exemplos, Ricardo Oliveira e Fred são centroavantes que, mesmo depois dos 35 anos, conseguem bons desempenhos fazendo parte de times que sabem usufruir de suas melhores características.
O discurso e a prática
Uma das coisas que mais me incomodaram no empate de quarta-feira foi a entrada de Sarrafiore aos 42 do segundo tempo. Tanto se fala em “não queimar os guris” quando se responde à torcida que pede alguém da base.
Só que colocar um menino por menos de cinco minutos, definitivamente, passa longe de preservá-lo. A diferença que estamos vendo entre discurso e prática, neste caso, é gigantesca.