Paixão colorada
Luís Felipe dos Santos: a torcida do Inter tem paciência com jogadores da base?
É preciso entender que a instabilidade do jogador imaturo não é um problema sempre: faz parte do seu crescimento. É melhor conviver com isso do que desperdiçar dinheiro


Quando são especulados jogadores como Rodinei, a primeira pergunta que aparece é: não tem nenhum lateral melhor na base? O que me faz perguntar: mas a torcida tem paciência para isso?
Em 2016, o Inter estava repleto de jogadores jovens que sentiram a pressão das arquibancadas e não conseguiram render. Para superar os problemas daquele ano, a nova direção preferiu apostar em jogadores mais "cascudos", muitos deles igualmente medíocres. No comando de Roberto Melo, a lógica seguiu a mesma nos anos seguintes. É chegada a hora de superá-la.
Jogador que surge da base vai errar mais do que o normal, e o torcedor colorado anda mais impaciente do que o habitual. É verdade que a base do Inter já teve dias melhores. Porém, não é um problema revelar jogadores medianos. Eles sempre serão mais baratos do que uma contratação de grupo.
Evitar decepções
Da mesma forma, é necessário ter calma com as boas revelações que aparecem. Já vejo gente pedindo João Peglow, por exemplo, entre os titulares no Gauchão. E se ele não render? Estamos preparados para a decepção?
Ter paciência, porém, não quer dizer esconder os jovens jogadores até eles completarem 20 e poucos anos e irem para o Goiás ou o CRB. Significa entender que a instabilidade do jogador imaturo não é um problema sempre: faz parte do seu crescimento. É melhor conviver com isso do que desperdiçar dinheiro.