Paixão Colorada
Luis Felipe dos Santos: o espírito do "agora, vai" no torcedor do Inter
Colorados começam 2020 de forma esperançosa


Só tem uma coisa que une todos os colorados: o espírito do "agora, vai". Depois de um fim de ano depressivo, o técnico Eduardo Coudet chegou com recepção no aeroporto e torcedores de cachecol, em pleno verão. Não sei o que é mais doido: amar um treinador ou usar cachecol em dezembro. No passado, a torcida do Inter só recebia técnico no Salgado Filho para apresentar novas marcas de erva-mate.
Quem veste vermelho no coração está contagiado pelo espírito de que 2020 será melhor. A direção do Inter poderia aproveitar e anunciar um meia-armador e alguém que saiba driblar. Se ele puder fazer as duas coisas, maravilha.
Nós terminamos 2019 querendo saber se a eliminação na pré-Libertadores dá vaga na Sul-Americana. Hoje, tem gente que fala em Gre-Nal da América. Calma. Gre-Nal na Libertadores é uma zica tão grande que é melhor não falar alto. Por via das dúvidas, passei uma bala de mel de pai de santo no jornal antes de escrever.
Quarenta anos sem perder
Tem um time que está há quarenta anos sem perder: é a Academia do Povo de 1979. Hoje, dia 23, é dia de celebrar aquela equipe histórica, de Falcão, Jair, Mário Sérgio, Valdomiro, Mauro Galvão, Batista, Benitez e outros tantos. Aquele time de vermelho que encantou o mundo e fez algo que nunca ninguém repetiu.
O time que definiu que ser "tri" era ser algo "bom" no Rio Grande do Sul. Porém, aquele time também criou uma maldição: são 40 anos sem perder e 40 anos sem repetir. Todas as taças vieram depois dessa, menos o Brasileiro. Chegou a hora de viver mais do que de memórias.