Paixão colorada
Lelê Bortholacci: a nova realidade financeira do futebol
A cada dia que passa, mais medidas são tomadas para amenizar os prejuízos

A cada dia que passa, mais e mais medidas são tomadas no futebol perante a dura realidade que se apresenta. A direção colorada já determinou que todos os setores do clube reduzam suas despesas em 30%.
A perspectiva de arrecadação com bilheteria é uma total incógnita, pois ainda não sabemos quando voltam os jogos, muito menos o público. As receitas também devem, inevitavelmente, diminuir. Sejam de patrocinadores, mensalidades, etc.
Em algum momento dessa engrenagem, a situação vai chegar nos salários dos jogadores. Como não se trata de um problema exclusivo do Inter e, sim, de uma crise mundial, é muito provável que vivenciaremos uma mudança na realidade financeira do futebol.
Salários mais baixos, estruturas mais enxutas, menos público nos estádios e diminuição de grandes investimentos serão normais. Pelo menos no primeiro momento, a partir da volta dos jogos. Alguém duvida?
Aonde vamos parar?
Juro que estou tentando focar só no futebol aqui neste espaço, mas está difícil. Na sexta-feira, enquanto o número de mortos pela covid-19 continua subindo vertiginosa e assustadoramente, o principal assunto no Brasil era uma “entrevista coletiva” do presidente da república — em que ele não respondeu a nenhuma pergunta.
Estava presente o ministro da Saúde, como mera figura ilustrativa. Certamente, em nenhum outro lugar do mundo existe algo mais importante no momento do que buscar soluções para a pandemia e suas dolorosas consequências para a sociedade. Só no Brasil que não. Aonde vamos parar?