Inter



Paixão colorada

Lelê Bortholacci: a pandemia e a possibilidade de mudança no Brasileirão

Por que não pensar em um novo formato para a edição deste ano?

14/04/2020 - 09h00min

Atualizada em: 14/04/2020 - 09h00min


Lucas Figueiredo / CBF/Divulgação
Ideia defendida pelos clubes é a manutenção da competição com 38 rodadas

A discussão sobre a retomada do calendário futebolístico ainda vai render muito, principalmente porque não temos noção de quando as atividades recomeçarão. Mas essa proposta de diminuição dos intervalos entre as partidas — de 66h pra 48h — é praticamente impossível de aceitar.

Imaginem os jogadores, que já se lesionam com uma certa frequência com o calendário do jeito que é, como sentiriam fisicamente este curtíssimo prazo entre um jogo e outro. Impossível. E essa possibilidade só surge por consequência da insistência em se manter o Brasileirão com a fórmula atual e suas intermináveis 38 rodadas.

Se há alguma coisa positiva para o futebol em todo este contexto de pandemia mundial que estamos vivendo, é exatamente esta possibilidade de mudança no formato de um campeonato que vem se tornando mais chato a cada ano. Como a legislação desportiva brasileira não permite essa troca no formato de um ano para outro, sempre que ocorre um aceno para a mudança, evapora. Mas quem sabe, pela situação emergencial, não se tenta pelo menos uma alteração para 2020?

Achatamento do calendário

Outra questão que sempre é levantada, também, é o fato do campeonato por pontos corridos manter todos os participantes ativos até a última rodada. Ok, justo. Mas uma consequência já certa no "pós-pandemia" é o achatamento do calendário. Que se resolva isso com uma proposta emergencial de um campeonato com menos datas e a volta dos mata-matas nas fases finais. 


MAIS SOBRE

Últimas Notícias