Paixão colorada
Lelê Bortholacci: as incertezas e as dificuldades dos clubes
A questão é como CBF e Conmebol conseguirão conciliar as competições

Com os governadores prorrogando as medidas de isolamento até o fim de abril/início de maio, seguem as incertezas no futebol. Se, de alguma forma, haverá liberação controlada e gradual para algumas atividades, é difícil que isso chegue ao futebol, pelo menos no que diz respeito ao retorno dos jogos.
Vamos por partes: a primeira etapa que precisa ocorrer é a volta dos jogadores aos treinos. Depois de uma parada forçada de 30 dias, ainda na fase inicial da temporada, todo o planejamento da preparação física já foi, certamente, modificado. Estamos falando de algo totalmente novo pra todo mundo, para médicos, fisioterapeutas, jogadores, treinadores e todos os demais profissionais que fazem parte da rotina do futebol.
A retomada dos treinos, quando ela se confirmar, necessitará de um período de "pré-temporada", em que os jogadores voltarão a treinar em campo, algo que não fazem desde a metade de março. Isso deve levar, no mínimo, duas semanas.
Simultaneamente a isso, como as federações estaduais - se é que ainda teremos o resto do regionais em 2020 - vão fazer com os clubes menores, sabendo que alguns deles já nem tem mais seu plantel a disposição? E como CBF e Conmebol vão conseguir conciliar Copa do Brasil, Brasileirão, Libertadores e Sul-Americana no espaço de tempo que restará neste ano.
Perspectiva não anima
Sei que temos muitas questões mais importantes do que o futebol para serem definidas prioritariamente. Mas, infelizmente, as perspectivas do nosso querido esporte não são as melhores neste maluco e misterioso 2020.