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Paixão colorada

Lelê Bortholacci: fim da concentração pode deixar o futebol mais profissional

Inter tenta cortar custos com alimentação e hospedagem a partir desta medida

21/04/2020 - 07h00min


Marco Favero / Agencia RBS
Inter de Coudet deve encerrar concentração antes dos jogos em Porto Alegre

Entre as diversas mudanças que os clubes estão fazendo para readequar suas realidades financeiras por consequência da parada inesperada do futebol, uma das que mais me agrada é o final das concentrações. Essa prática, que existe há décadas no Brasil, foi criada com objetivo de coibir jogadores que gostavam de "curtir" uma noite antes de entrar em campo no dia seguinte.

Enquanto os casados estavam em casa com suas famílias, alguns solteiros “concentravam-se” em noitadas regadas a álcool, o que acabava refletindo negativamente em suas respectivas performances, salvo raríssimas exceções.

Mas nós não estamos mais nos anos 1970 e 1980. Em tempos de tecnologia digital, em que qualquer celular transmite imagens instantaneamente, convenhamos que fica bem difícil para qualquer atleta que se julgue profissional fazer grandes noitadas na véspera de alguma partida.

Não só pela facilidade em ser descoberto, mas também pela pressão que sofreria dos torcedores de seu time ao ser flagrado. Seja nas altas horas da madrugada em uma casa noturna, ou em algum posto de Instagram alheio.

Diversão com consciência

Quero deixar bem claro que qualquer jogador tem o direito de se divertir como bem entender, desde que isso não reflita em sua performance em campo. E, principalmente, que não seja na véspera de um jogo. Os profissionais de verdade sabem disso.

O fim da concentração pode ser um importante passo para deixar o futebol mais profissional do que já é. Ganham os jogadores e demais integrantes das comissões técnicas, que teriam mais tempo em suas casas, e os clubes que economizariam um bom dinheiro com isso.



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