Paixão colorada
Lelê Bortholacci: realidade 7 x 1 expectativa
Há 40 dias sem futebol contrasta com a projeção que fazíamos de Gre-Nais em sequência

Há pouco menos de dois meses, após o apito final da vitória do Inter por 1 a 0 sobre o Tolima, tivemos a confirmação dos históricos e inéditos Gre-Nais pela Libertadores. No dia 26 de fevereiro, todos fomos dormir sabendo as datas, os locais e horários dos tão sonhados clássicos pela maior competição do continente.
E não era só isso. Tínhamos também outro Gre-Nal confirmado pelo segundo turno do Gauchão, e ainda a possibilidade de mais um, caso ambas equipes avançassem na disputa por uma vaga na decisão contra o já garantido Caxias. Era uma possibilidade real de quatro confrontos entre Inter e Grêmio em menos de 40 dias. Um clássico a cada 10 dias.
Eis que tudo mudou. Aquelas cenas que víamos na TV, que mostravam cidades chinesas isoladas, deixaram de ser algo do outro lado do mundo e chegaram até nós. E, em uma grande coincidência, foi justamente o primeiro Gre-Nal pela Libertadores o último jogo de futebol disputado de forma “normal”, com público e toda a estrutura a que estamos acostumados.
Corta para esta sexta-feira, dia 24 de abril. Ao invés de quatro clássicos em 40 dias, estamos há 40 dias sem futebol - e, na realidade, parece bem mais tempo - e sem perspectivas concretas. O ineditismo e a gravidade dos acontecimentos não permitem, ainda, certezas.
Como tudo mudou…
Uma das hipóteses, e bem provável de ser confirmada, é, na retomada do Gauchão, o Gre-Nal do segundo turno ser jogado sem torcida. Algo inédito e incrivelmente paradoxal a tudo que esperávamos e vibrávamos, ali, num nada distante final de fevereiro. É a realidade aplicando seu 7 a 1 na expectativa.