Paixão colorada
Lelê Bortholacci: uma ideia sem nenhum sentido para o Brasileirão
Campeonato seria realizado todo em São Paulo e sem a presença de público

Surgiu com força ontem no centro do país, uma notícia que falava de um possível Brasileirão sendo realizado todo ele em São Paulo, nos estádios da capital e em alguns do interior, onde os times jogariam sem viagens de avião e sem a presença de público.
Praticamente uma “Copa São Paulo”, só que de profissionais. Achei estranho. Mais ainda quando li que a proposta tinha sido aprovada por ampla maioria dos clubes, só faltando o Flamengo.
Não tem como isso dar certo. Imaginem os jogadores de todos os times de fora de São Paulo tendo que permanecer em regime de concentração permanente durante o período do tal campeonato, jogando três vezes por semana, praticamente sem folgas, morando em hotéis e longe de suas famílias.
E tudo isso, logo após o atual confinamento obrigatório resultante da pandemia. Seria, mais ou menos, um novo formato de “quarentena” para os atletas e comissões técnicas. Não tem como isso dar certo. Ainda bem que o nosso presidente Marcelo Medeiros negou veementemente que o Inter tenha concordado com esta ideia.
Formato atual será mantido
Se o contrato com a Globo — que é quem realmente manda na fórmula porque é quem paga — exige o cumprimento das 38 rodadas, o formato atual, que se espere o tempo necessário para voltar a abrir os estádios e se jogue o campeonato como ele está previsto, nem que para isso tenhamos que entrar 2021 adentro. Não será a primeira vez que isso irá acontecer.
E, se não poderemos mudar essa fórmula chata desta vez, pelo menos surge a possibilidade de igualarmos nosso calendário ao Europeu. Que tal?