Paixão Colorada
Lelê Bortholacci: Inter testou o grupo, mas sofreu com o gramado
Como a bola mais quicava do que rolava, foram normais os erros de passes

O empate do sábado (25) à noite marcou a volta da utilização do time reserva. Gostei da iniciativa. Uma pena que o gramado impraticável do estádio da Montanha dos Vinhedos não permita uma análise mais consistente dos jogadores, ainda mais nesse período de retomada depois de 120 dias sem um jogo oficial.
Como a bola mais quicava do que rolava, foram normais os erros de passes. O mais interessante da noite de sábado foi reafirmar que Coudet testa mesmo a gurizada. O novo contratado Matheus Jussa apareceu como lateral-esquerdo e depois zagueiro.
João Peglow teve tempo e mostrou qualidade. Vale o mesmo para Nonato — que, inclusive, mostrou iniciativa em vários momentos para tentar a criação de jogadas — mas esse já sabemos que é acima da média e briga por um lugar entre os 11 titulares.
O jogo ainda serviu para o treinador argentino testar Musto atrás da linha da zaga. Pode ser uma boa opção, mas ele foi um dos que mais sofreu com o péssimo gramado. Voltamos a ver Patrick pela ala esquerda e Pottker com algumas vitórias individuais. Enfim, foi um jogo feio e não poderia ser diferente naquele gramado. Mas é bom saber que as oportunidades estão sendo dadas pra grande parte do elenco. Esse é um dos segredos pra se ter o grupo na mão.
O importante é testar
Sem fator casa, nada muda se classificar melhor na tabela neste segundo turno. Por isso o importante é testar tudo e todos. A maratona de jogos será longa. Quanto mais atletas forem adquirindo ritmo de jogo, melhor será para o Inter logo ali na frente.