Em Bento Gonçalves
Lelê Bortholacci: o segundo capítulo da retomada do Inter
Desempenho no Gre-Nal ficou aquém do que estávamos acostumados

As voltas de Bruno Fuchs e Thiago Galhardo são as prováveis novidades do Inter para o jogo deste sábado (25). Duas mudanças que, na teoria, farão o time ter melhor saída de bola com Fuchs e maior movimentação perto da área adversária — assim como maior companhia para Guerrero — com Galhardo.
Esses dois acréscimos já deixarão o time mais parecido com o que estava jogando, e agradando, em março, quando o futebol parou. Confirmando-se as mudanças, fica nítido que não foi só a torcida que ficou preocupada com a fraca atuação do Gre-Nal da última quarta-feira.
Mesmo considerando a longa parada, o desempenho ficou bem aquém do que estávamos nos acostumando a ver do Inter de Eduardo Coudet. A busca pela retomada daquele futebol necessita de sequência, e disso o treinador não vai poder reclamar. Afinal, vem aí uma maratona de jogos até fevereiro do próximo ano, com Gauchão, Libertadores, Brasileirão e Copa do Brasil.
CT é mais seguro do que o estádio?
Porto Alegre não pode ter jogos de futebol porque está em bandeira vermelha. Eldorado do Sul, também em bandeira vermelha — e com população que depende dos leitos de UTI da capital —, pode. Quem decide isso são os respectivos prefeitos, que o fazem dentro do que lhes é permitido.
Mas essa decisão mostra o quanto estamos carentes de uma liderança maior no atual momento. O descritério é gritante. A análise não é técnica, mas política. Pois só ela consegue transformar um centro de treinamento em um local mais “seguro” do que um dos dois estádios de futebol da dupla Gre-Nal. Assim funciona o combate à pandemia em nosso país. E assim funciona nosso futebol. Que, a bem da verdade, nem deveria ter voltado neste momento.