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Paixão Colorada

Lelê Bortholacci: uma saída sem explicação lógica

Resposta só poderemos ter do próprio Coudet. Sem suas palavras, fica difícil de se chegar a alguma conclusão 

10/11/2020 - 09h00min


Lauro Alves / Agência RBS
Eduardo Coudet comandou o Inter em 46 partidas

Se tem uma coisa que já aprendi acompanhando futebol é ter cautela quando tenho de opinar sobre o que acontece dentro de um clube. Quanto mais acesso à informação nós temos, mais difícil é de saber o que realmente ocorre do lado de dentro dos portões e, principalmente, no vestiário.

Futebol lida com milhões de apaixonados, e o discurso que chega até nós, torcedores, pelos microfones, nem sempre é a realidade lá de dentro. A saída repentina de Coudet, às vésperas de quartas de final da Copa do Brasil, um confronto com o Boca Juniors pela Libertadores e na liderança do Brasileirão, jamais vai ter uma explicação lógica.

A entrevista coletiva do presidente Marcelo Medeiros deixa claro que foi um "pedido de demissão em caráter irrevogável", e eu não duvido do presidente. Mas também me nego a acreditar que Coudet, com sua explícita fome de vitórias, tenha "simplesmente" trocado o protagonismo atual no futebol brasileiro pela disputa do não-rebaixamento na Espanha.

Só Coudet tem as respostas

Pelo pouco que vimos dele aqui este ano, esse tipo de troca só se justifica por algo extracampo, seja ele profissional ou pessoal. Talvez o sonho de morar com a família numa cidade praiana do primeiro mundo ou ir para um país onde a pandemia seja tratada com mais seriedade, a resposta só poderemos ter do próprio Coudet. Sem suas palavras, fica difícil de se chegar a alguma conclusão. 


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