Paixão Colorada
Lelê Bortholacci: a palavra-chave para o novo presidente colorado
Entre montagem de um time competitivo, organização financeira e a pacificação política do clube, se tem algo de que Alessandro Barcellos vai precisar, é equilíbrio

O novo presidente eleito do Inter terá muito trabalho. Entre montagem de um time competitivo, organização financeira e a pacificação política do clube, se tem algo de que Alessandro Barcellos vai precisar, é equilíbrio. Como uma nova eleição só acontecerá daqui a três anos, me parece que a pacificação política seja a tarefa mais fácil. Até porque esperamos dos conselheiros e conselheiras que todos pensem prioritariamente no clube.
Já a montagem de um time que dispute títulos, mantendo os pés no chão com as castigadas finanças do clube, será algo bem mais complexo. Todo mundo sabe que ter um grupo forte de jogadores requer investimento. E o Inter não terá receita para grandes contratações, a não ser que ocorra alguma venda inesperada antes do fim do Brasileirão.
Como há muito tempo não fazemos, teremos de olhar para dentro do clube com o maior cuidado possível. Há bons valores surgindo, que deverão ser cada vez mais aproveitados — conforme escrevi na quarta-feira (16) — no time principal. Atletas mais veteranos, que recebem altos salários, terão suas situações revistas. A reformulação de parte do plantel é o primeiro passo em busca do equilíbrio.
O primeiro acerto
Começa bem o novo presidente ao tratar com toda cautela e respeito possíveis a situação de Abel Braga. Vindo, ou não, uma nova comissão técnica para 2021 — e parece que realmente vem —, essa transição inédita em meio a uma reta final de campeonato requer muita habilidade.
Como Alessandro conhece bem o vestiário colorado e sabe da importância do nosso atual treinador na história do clube, certamente encontrará a melhor solução para todos.