Paixão Colorada
Lelê Bortholacci: se a vitória vier, será histórica
Não há jogador ruim, um departamento de futebol à deriva ou uma eleição de baixo nível que vá diminuir o amor por esta camisa

Poucos resultados no futebol mundial são tão difíceis de conseguir como uma vitória na Bombonera. Para você ter uma ideia, o Boca nunca foi eliminado da Libertadores em sua casa após vencer o primeiro jogo. O aproveitamento dos argentinos jogando em seus domínios é amplamente superior.
E todo esse retrospecto foi conquistado com o apoio de sua fiel torcida. Ela que, nesta quarta-feira (9), não estará presente. E isso pode, sim, fazer diferença para buscarmos uma virada histórica. A vantagem conquistada aqui no Beira-Rio é mínima. Um gol nosso iguala tudo. Esse mesmo grupo de jogadores já enfrentou este ano times de qualidade semelhante ou até superior ao Boca e já se deu bem. Tem a gurizada pedindo passagem e sedenta pra mostrar serviço. D’Alessandro - que tem boas lembranças daquele estádio - provavelmente fará sua última exibição por lá.
Há uma lenta evolução no time de Abel. Nesta quarta ele volta a comandar a equipe na beira do gramado. Esse homem já fez o Inter conseguir coisas ditas impossíveis. Quem sabe uma vitória, num dos estádios mais míticos do mundo, contra um poderoso adversário, com o favoritismo sendo todo deles?
Você deve estar perguntando como e de onde eu consigo ser tão otimista. Eu lhe digo: a camisa vermelha me permite sonhar. Não há jogador ruim, um departamento de futebol à deriva ou uma eleição de baixo nível que vá diminuir o amor por esta camisa. Eu sempre vou acreditar.