Paixão colorada
Luís Felipe dos Santos: o desafio de aumentar a inclusão no Inter
Na última eleição para o Conselho Deliberativo, apenas 19 dos 150 cargos em disputa foram ocupados por mulheres


A história do Inter é marcada pela inclusão, abrindo as portas para grupos que eram marginalizados na sociedade porto-alegrense do início do século 20. O desafio de trazer mais pessoas para a vida colorada, entretanto, não pode ficar apenas no passado — precisa ser uma construção constante do clube com a sua torcida.
Na última eleição para o Conselho Deliberativo, apenas 19 dos 150 cargos em disputa foram ocupados por mulheres. Considerando a história, é um número expressivo, mas ainda há espaço para avançar. Em março de 2020, o clube tinha 22,3% do seu quadro social ocupado por mulheres.
As barreiras colocadas dentro do Conselho fazem com que o quadro de dirigentes colorados seja principalmente de homens brancos, com boas condições econômicas. Abrir mais espaços para a pluralidade de visões e de vozes é um caminho para que o clube seja ainda mais gigante no próximo século.
Boas notícias
Se Saravia ficar mesmo em 2021, o Inter assegura um lateral de alto nível, o que é uma grande notícia para a situação econômica complicada que se avizinha. Somada com a contratação de Paulo Bracks e a saída de Musto (desculpa, Damián, nada pessoal), o Inter começa o ano um pouco mais tranquilo. Não é um Natal gordo, mas ninguém recebeu grandes presentes nesse ano de crise.