Paixão colorada
Lelê Bortholacci: as características em comum entre os primeiros negócios da Era Ramírez
Inter trata de se reforçar com opções interessantes no mercado sul-americano


Me parece bem normal que as duas primeiras negociações da Era Miguel Ángel Ramirez no Inter sejam de jogadores do mercado sul-americano. Nada mais lógico a partir do momento que nosso novo treinador vem deste mesmo mercado e a base de dados de sua comissão técnica, certamente, possui muitas informações sobre jogadores que podem ser adquiridos de forma responsável, como manda a cartilha na nova direção.
Tanto o atacante chileno Carlos Palacios quanto o lateral argentino Francisco Ortega, são jovens, titulares em seus times, aparecem em convocações de suas respectivas seleções — o chileno, na principal, e o argentino na base — e têm custo dentro dos patamares possíveis que podemos pagar.
Ou seja, todas as características de contratações bem estudadas. Se vão dar certo, ou não, só saberemos no futuro. Mas esse é o modelo de negócio que o clube vai realizar. É bom a torcida se acostumar.
Novidades de Taison
Até pela postura do Internacional com relação as suas finanças, não sou daqueles que gosta de se iludir com possibilidades como a de Taison voltar a vestir a camisa colorada mas, dessa vez, parece que podemos ter um final feliz.
Uma das questões mais delicadas deste negócio era o fato de que o Shakhtar Donetsk ainda estava bem vivo na competição continental que disputava. Já não é mais.
O time ucraniano foi eliminado pela Roma e o cumprimento do contrato de Taison por lá se resume às últimas nove rodadas da liga nacional, que termina no meio de maio. Os próximos passos dessa antiga novela podem ser muito felizes para a torcida colorada. Tomara!