Paixão colorada
Lelê Bortholacci: com chances para todo o grupo, Inter de 2021 vai se desenhando
Colorado mostra evolução e começa a apresentar o padrão de Miguel Ángel Ramírez


A ótima atuação contra o Caxias mostrou a diferença que um trabalho bem feito pode fazer no desempenho dos atletas. Mesmo que Miguel Ángel Ramírez tenha chegado há menos de um mês, é nítido que já há entendimento de boa parte dos jogadores no que ele pretende.
Mais do que isso, a forma prática como vemos o esquema e a ideia de jogo funcionando também nos mostra rápida evolução em algumas individualidades. O que mais me chamou a atenção no Inter foi o fato de que o time não rifa a bola.
É claro que a saída de jogo "por baixo" — que muito vimos na fase de Coudet — nem sempre é bem sucedida, mas ela voltou a ser utilizada e parece funcionar melhor. Os zagueiros e mais o primeiro volante se espalhando organizadamente chamam a marcação do adversário e abrem um grande espaço pelo meio.
Foi exatamente por este espaço que tanto Zé Gabriel quanto Lucas Ribeiro avançaram com a bola dominada, chegando quase na área do Caxias. Com mais entrosamento — e isso só o tempo nos dará — esse espaço certamente será melhor ocupado, como foi com a entrada de Maurício e Edenilson.
Os jovens laterais também apareceram muito — e bem — no jogo, além de vermos a formação trocando o ponta esquerda por dois centroavantes, mas sem deixar "abandonado" o flanco esquerdo do campo. Os testes seguem e vão dando ótimos resultados. Além de manter a equipe no alto da tabela: 2021 começou muito bem.