Paixão Colorada
Vini Moura: a semana é decisiva para o Inter no mercado de transferências
Colorado precisa trazer reforços para aguentar a disputa de três competições simultâneas
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As lesões que assombram o Inter nas últimas semanas são importantes para evidenciar as necessidades do time. O grupo colorado, com os 11 titulares, é extremamente qualificado.
A equipe está tão entrosada e entendendo a mecânica do técnico Roger Machado que ao trocar peças pontuais continua com o mesmo nível de atuação. Isso é mérito do trabalho que vem sendo aplicado nos últimos meses e fica perceptível durante as partidas.
Dentro do Inter é necessário ter o entendimento de que a influência do treinador tem limite. Mesmo que Roger encontre soluções e consiga fazer o time apresentar boas atuações, ele precisa ter peças suficientes à sua disposição para continuar buscando melhorias no modelo de jogo da equipe.
Caso contrário, suas alternativas e ideias ficam ultrapassadas e as cobranças começam a aparecer. Roger Machado já provou que não fica preso a modelos de jogo.
Quando chegou não teve a oportunidade de pedir jogadores e montar o grupo de acordo com seu gosto. A partir disso, o técnico conseguiu fazer Bernabei ganhar destaque, encontrou em Bruno Gomes talento para lateral e conquistou a admiração da torcida.
Roger fez sua parte e mostrou potencial. Mas a direção não pode esperar que a cada desfalque ou falta de opção que o treinador consiga tirar um coelho da cartola.
As necessidades do Inter
Antes de fechar a janela de transferências, o torcedor precisa ter a tranquilidade de ver o clube se reforçando para a sequência da temporada. Após o Gauchão temos Libertadores, Copa do Brasil e Brasileirão.
Somente um elenco robusto e qualificado consegue enfrentar esses três campeonatos com competitividade e sem sustos. As laterais precisam de jogadores, assim como a zaga que depende de Vitão e Victor Gabriel.
Além disso, com a saída de Thiago Maia, a equipe não pode contar com Bruno Henrique e Fernando para jogar três competições. E a lesão de Alan Patrick mostra como a direção deve encontrar alternativas para o camisa 10.
Sem ele, o time passa por uma seca de criação. Não podemos ser tão refém de um atleta.
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