Paixão Colorada
Vini Moura: o Inter não pode tirar o pé do freio na questão SAF
A questão é que da mesma forma que essa rivalidade fez vermelhos e azuis crescerem, ela pode ser prejudicial


A rivalidade Gre-Nal tem a característica de alavancar a história particular de Inter e Grêmio. A busca pela superação em relação ao rival dita o ritmo das conquistas dos dois lados. Durante essa disputa centenária os clubes protagonizam uma corrida para tentar mostrar quem tem mais taças e vitórias na briga direta entre os escudos. É assim até hoje. O bom momento de um traz tranquilidade para o outro. As soluções de um lado são usadas como exemplo a serem replicadas.
A questão é que da mesma forma que essa rivalidade fez vermelhos e azuis crescerem, ela pode ser prejudicial. Para o Inter, a fase ruim do Grêmio não pode servir como motivo para estacionar e ficar parado no mesmo lugar. Basear sua grandeza apenas no rival é um atalho para o fracasso. E nesta questão está minha preocupação sobre mudanças de gestão, SAFs e política no clube. A partir da desistência de Marcelo Marques a disputa pelo cargo de presidente no Grêmio o Inter deve continuar se movimentando por melhorias.
Os problemas do Grêmio devem ficar na Arena e pautar os seus torcedores. Se a partir de agora nosso rival perdeu a capacidade de investimento e mudança no seu contexto político, o Inter deve se motivar para sair na frente e montar uma estrutura mais profissionalizada. A torcida precisa continuar cobrando alternativas para que o clube possa voltar a ser competitivo no cenário nacional e internacional.
Desta vez, o Gre-Nal não pode ser o responsável por ditar o ritmo das coisas no Rio Grande do Sul. Neste caso, ficar esperando o outro lado é um erro que pode custar caro para o futuro colorado. O debate em relação a SAF ou mudanças no jeito de fazer política no clube tem que avançar. O Inter precisar ser copiado e não copiar.
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