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Novidade no time

A voz da torcida do Inter: Nani Chemello estreia nesta quinta-feira no Diário Gaúcho

Jornalista assume como titular da coluna “Paixão Colorada”; ela também atuará em outros veículos do Grupo RBS, como Rádio Gaúcha e GZH

22/01/2026 - 05h00min


Alexandre Rodrigues
Alexandre Rodrigues
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Renan Mattos/Agencia RBS
"Eu sempre gostei muito de futebol", afirma a jornalista.

Tem novidade no time do Diário Gaúcho: Nani Chemello agora é a voz do Inter por aqui. A jornalista estreia nesta quinta-feira (22) como titular da coluna Paixão Colorada, no jornal, e também atuará em outros veículos do Grupo RBS, como Rádio Gaúcha e GZH. Nesta entrevista, ela fala sobre a expectativa de mais um desafio da carreira.

Tá rolando aquele friozinho na barriga para assumir a nova função aqui no Diário Gaúcho?

Com certeza. Sempre gostei de escrever. Tive a oportunidade de escrever algumas colunas no meu antigo emprego (na Rádio Inferno), então é algo que sempre me chamou bastante atenção. Foi um dos motivos para eu aceitar a proposta. Tem também a questão dos meus avós (Doroti, Lineo, Neri e Marilene) acompanharem o jornal. Muita coisa que eu faço é pensando neles, em algo que eles vão gostar. Eles já falaram: “vamos consumir o Diário Gaúcho todo dia, porque a gente quer te ver escrevendo”. Isso vai ser bem legal, mas confesso que estou bem ansiosa.

Qual é a lembrança mais antiga que tu tem do Inter?

Olha, é difícil dizer, porque toda a minha família é muito colorada. Meu pai e meus tios eram conselheiros quando eu nasci, então eu comecei a ir ao estádio com meses de vida. Eu não tenho aquela lembrança clássica de “qual foi o teu primeiro jogo no Beira-Rio”. Diz o meu pai que foi um jogo quando eu tinha uns seis meses.

Sempre frequentei bastante o estádio, mas acho que a primeira lembrança um pouco mais clara é de 2006. O dia da final da Libertadores eu lembro bem, porque eu não fui ao estádio. Estava muito frio e eu tinha asma. Toda a minha família foi, e eu fiquei com os meus avós paternos. Lembro de estar na casa da minha avó, jogando aqueles estalinhos para comemorar.

Qual foi a maior emoção que tu já viveu como torcedora do Inter?

Como eu era muito criança no Mundial, eu lembro que fiquei muito feliz, mas ainda não entendia tudo. Então acho que foi mesmo a Sul-Americana de 2008. Ali eu já entendia mais, já conhecia os jogadores. Eu era muito fã do Nilmar, e ele fez o gol da final.  É o primeiro momento realmente concreto que eu tenho, de lembrar do início ao fim do jogo, com toda a minha família no estádio. Lembro de tudo isso. É a que mais me marcou.

Renan Mattos/Agencia RBS
Nani Chemello é a titular da coluna “Paixão Colorada”.

Sempre foi teu sonho trabalhar com jornalismo esportivo?

Não. Eu sempre gostei muito de futebol. Joguei futebol, joguei no Inter também, joguei a vida inteira. Sempre falei muito de futebol com a minha família e com os meus amigos. Mas, quando saí da escola, fiz gastronomia. Me formei em gastronomia. Eu estava naquele momento em que a gente sai da escola e não sabe muito bem o que quer fazer. Eu brinco com a minha família até hoje: “como é que ninguém nunca me disse que eu podia ser jornalista esportiva?”.

Eu queria trabalhar com futebol, mas não gostava do lado da educação física, anatomia, essas coisas. Aí veio a pandemia, e eu acabei ficando desempregada, porque o restaurante em que eu trabalhava estava pra fechar. Nesse período, entrei num grupo chamado Gurias de Vermelho, que são meninas que vão aos jogos do Inter e falam sobre o clube. No primeiro ou segundo dia no grupo, elas foram chamadas para participar de uma live no canal do Jairo Winck. Eu assisti à live, fiz um comentário, ele gostou e me chamou para participar do programa. Tive a certeza de que era isso que eu queria para a vida.

Dá pra contar um pouco sobre a época em que tu jogava futebol?

Eu joguei desde os quatro anos na escola da Duda Luizelli. Fiquei lá dos quatro até uns 12 anos. Depois parei por um período e joguei só na escola. Voltei quando tinha 15. Na escola da Duda, ela tinha um projeto com a prefeitura de Canoas, e esse projeto acabou se dividindo: uma parte foi pro Grêmio e outra pro Inter. A Duda foi pro Inter e, obviamente, eu fui junto.Joguei no sub-20 em 2017. Foi o único ano, porque em 2018 mudaram as categorias: acabou o sub-20 e ficou só o sub-18. Eu já tinha passado da idade. Naquele momento, eu até poderia ter tentado seguir como jogadora profissional, mas na semana dos testes eu fiquei doente. E, além disso, nunca foi um desejo meu ser atleta profissional. Sempre joguei mais por hobby. Foi uma fase muito legal.

Como é que tu lida com os haters?

Eu tento dividir as críticas em duas partes. As críticas construtivas, que são naturais, quando alguém diz: “ah, acho que seria mais legal se tu fizesse dessa forma” ou “hoje a tua pergunta na coletiva não foi tão boa, tu já fez melhores”. E tem o hate mesmo. Às vezes, por ser mulher, vêm aqueles comentários do tipo “vai lavar uma louça”, que a gente sabe que são por questão de gênero. Também aparecem comentários mais agressivos. Quando isso acontece, eu bloqueio na hora. Sei que é algo que não vai me fazer bem e não tem necessidade.

Hoje em dia, eu também evito olhar. Antes eu ficava procurando, vendo o que estavam comentando com o meu nome. Agora não. Faz parte da profissão, mas foi algo que eu precisei tratar em terapia. No começo, quando veio o primeiro hate maior, fiquei muito chateada, muito mal. Hoje em dia, já sei lidar melhor.


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