Inter



Merecido

Luciano Périco: os fatores decisivos para a vitória do Inter no Gre-Nal

Colorado virou o placar do clássico 449 no Beira-Rio para 4 a 2

26/01/2026 - 08h47min


Luciano Périco
Luciano Périco
Enviar E-mail
Bruno Todeschini/Agencia RBS
Pezzolano ocupou o campo do rival e mostrou que não estava para ter outro resultado que não fosse a vitória.

O Inter encarou o Gre-Nal como uma decisão. E essa escolha de postura fez toda a diferença na noite deste domingo (25) no Beira-Rio. Desde o primeiro minuto, o time de Paulo Pezzolano tomou a iniciativa, foi agressivo, ocupou o campo do rival e mostrou que não estava para ter outro resultado que não fosse a vitória. 

Mesmo ficando atrás no placar, o Inter não se desorganizou emocionalmente — um detalhe que costuma separar times comuns de equipes competitivas em clássico. O Colorado seguiu fiel ao plano, sem desespero, correria ou perder o controle do jogo.

Carbonero foi perigoso durante todo o tempo em que esteve em campo. Mesmo nos piores momentos de 2025, o camisa 7 já se destacava individualmente. Apostei no Diário Gaúcho que ele poderia ser um protagonista improvável deste Gre-Nal — e acertei na mosca. Foi vertical, incisivo e difícil de marcar. 

Borré, por sua vez, finalmente desencantou. Dois gols que valem tanto quanto os três pontos: devolvem confiança ao colombiano e tranquilidade ao ambiente. Atacante vive de bola na rede e o Gre-Nal pode ser um divisor de águas para ele.

No meio, Paulinho fez um jogo de imposição. Foi um marcador implacável sobre Arthur, que não teve sossego em momento algum. Já Bernabei segue entregando muito ofensivamente. O problema é defensivo. O argentino precisa de proteção. É um ponto de atenção que o clássico, mesmo vencido, deixa claro. 

Ganhar Gre-Nal arruma a casa, como já dizia Ibsen Pinheiro. Muda o clima, reforça convicções e dá respaldo ao trabalho. Mas o Inter não pode se deslumbrar com o resultado do clássico.

Postura, leitura de jogo e controle emocional fizeram o Colorado um vencedor justo. O caminho agora é pegar o que funcionou, corrigir o que pode melhorar e não esquecer o óbvio: reforçar o elenco continua sendo necessidade. A temporada é longa, exigente, e nada está ganho no Gauchão. O Gre-Nal foi um passo firme. Não o destino final.


MAIS SOBRE

Últimas Notícias