Paixão Colorada
Nani Chemello: Pezzolano supera Luís Castro no primeiro Gre-Nal do ano
Inter apresentou desempenho surpreendente em pouco tempo de trabalho


O torcedor carregava, antes do clássico, um receio por 2025. O Gre-Nal 449 serviu para demover essa ideia. O principal responsável por isso é Paulo Pezzolano. Mesmo com pouco tempo de trabalho, o time apresentou dinâmicas e movimentações diferentes do ano passado.
As saídas de bola eram puxadas por Bruno Gomes, que, auxiliado pelos zagueiros, apresentou qualidade na condução e nos passes. Bernabei teve seu ponto forte potencializado, gerando preocupação no adversário, que não podia se desprender para atacá-lo.
Ronaldo estava focado na marcação e cumpriu bem esse papel, enquanto Paulinho fez, com excelência, a função de um camisa 8. Alan Patrick colaborou defensivamente fechando o passe para os volantes do Grêmio e, com a bola, teve liberdade e a parceria de Carbonero, que por várias vezes centralizou seu posicionamento, mas que brilhou mesmo com arrancadas em velocidade abandonando os marcadores.
No ataque, Borré, além das finalizações certeiras nos gols, jogou de costas para a defesa, ficou entrelinhas e participou da construção das jogadas.
Esses pontos foram fundamentais para o Inter encaixotar o rival e criar inúmeras oportunidades. O clássico não é definitivo, ajustes são necessários, principalmente no campo de defesa, contratações precisam chegar, e Rochet tem que recuperar a confiança, mas o começo do técnico uruguaio é promissor.
Atitude
Para além das questões táticas, a atitude merece elogio. O Inter esteve duas vezes atrás do placar, mas desde o primeiro minuto de jogo apresentou postura para vencer. Empurrado pela torcida, o time reagiu rápido às adversidades. Em um ano de reconstrução, o anímico pode ser o diferencial em partidas assim.
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