No campo
Nani Chemello: as variações táticas no Inter de Paulo Pezzolano
Técnico colorado começa a apresentar novas maneiras de jogar


Após a derrota do Inter para o Athletico-PR, na estreia do Brasileirão, o técnico adversário, Odair Hellmann, pontuou sobre Paulo Pezzolano:
— Em todos os jogos, o Inter jogou com a mesma estrutura, mudou jogadores, mas não estrutura. Tem que ver se daqui para a frente ele vai mudar, buscar uma variação. Até agora ele não apresentou variação. Manteve a linha de três, construção com os dois volantes e a linha de cinco lá dentro.
O uruguaio não tinha, até aquele momento, tempo suficiente para treinar outras variações. Mas aos poucos elas vêm aparecendo.
Contra o Flamengo, a primeira mudança. Pela necessidade de uma marcação mais forte, a equipe atuou em 5-3-2, com Alan Patrick recuando para compor o meio-campo com os volantes, deixando Carbonero livre para contra-atacar.
Mais opções
Até aí, o time se postava com três zagueiros na saída de bola, com o lateral-direito fazendo essa função. Contra o São Luiz, porém, Aguirre passou a centralizar, como um volante, enquanto Bruno Henrique avançava, compondo a linha de frente, e o ponta, João Victor, tinha o corredor todo para jogar. Isso foi fator importante para o primeiro gol, com o argentino posicionado atrás da meia lua.
Na segunda etapa, quando Bruno Gomes, o titular da posição, entrou e se destacou por ali. É uma ideia que deve favorecê-lo, por ser volante de origem.
Aos poucos, Pezzolano começa a mostrar novas maneiras de a equipe jogar, e os atletas parecem estar assimilando bem, mantendo o time organizado independentemente das instruções do treinador. Mas acho que vêm mais variações por aí.