Paixão colorada
Nani Chemello: a estratégia do Inter para o jogo contra a Chapecoense
Paulo Pezzolano se arriscou, mas acertou na vitória sobre o Santos


O jogo de domingo traz um cenário diferente da partida contra o Santos para o Inter: Beira-Rio e adversário com jogadores menos badalados, com a estratégia de “fechar a casinha”. Ainda assim, não acho que Pezzolano deva mudar o esquema que saiu vitorioso na Vila Belmiro.
Algumas alterações na nominata inicial podem acontecer. Colocaria Paulinho, voltando de suspensão, no lugar de Bruno Henrique. Também optaria por Alan Patrick, descansado por não atuar durante a semana, no lugar de Alerrandro, como atacante, próximo de Borré e do gol, para quebrar linhas e encontrar passes que só ele encontra.
De resto, eu colocaria os mesmos que começaram contra o Santos. Manteria a linha defensiva, com ênfase em Matheus Bahia, que foi sólido na marcação e venceu muitos duelos individuais.
No meio-campo, a grande notícia foi Villagra. Espero que ele tenha condições físicas de atuar, porque o time ganhou em qualidade com a entrada dele.
Carbonero no banco?
O Inter ainda tem uma vantagem em relação à Chape: um dia a mais de descanso. Até por isso, não vejo problema em Carbonero iniciar no banco, para no segundo tempo pegar os adversários com defasagem física.
A estratégia de Paulo Pezzolano foi arriscada, mas certeira. O Inter marcou tão bem contra o Santos, que conseguiu criar chances de gol mesmo com jogadores de menos qualidade técnica.
Por isso, mesmo em um contexto diferente, considero a segurança defensiva e os duelos individuais essenciais para o Inter chegar a mais uma vitória. E acredito que isso tenha mais chances de acontecer a partir da repetição tática do jogo passado.