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Paixão Colorada

Nani Chemello: a passividade cobra um preço no futebol

A postura adotada pela gestão traz consequências

04/03/2026 - 04h00min


Nani Chemello
Nani Chemello
Jeff Botega/Agencia RBS
Alessandro Barcellos e Fabinho optaram por não criticar a arbitragem antes da partida

Em entrevista após a definição da arbitragem das finais, Fabinho Soldado optou por um discurso apático: “A gente está atento a tudo que possa acontecer. Não tem nada que nos preocupe em relação a que tudo ocorra da forma que tem que ocorrer. Que se tenha uma arbitragem que faça o papel dela.”

Com os acontecimentos do jogo, o próprio Fabinho, Paulo Pezzolano e Abel Braga mudaram, com razão, o tom das falas. O clube também emitiu notas através das redes sociais após a divulgação dos áudios do VAR, referente a três lances do Gre-Nal.

O mais importante deles aos 15 minutos de jogo, quando Arthur deixa o braço para atingir Rafael Borré de maneira imprudente. Anderson Daronco, na frente do lance, nem falta marca, e Daniel Bins, no VAR, afirma que o centroavante que busca o contato. A expulsão do volante gremista mudaria toda a partida.

Não é segredo o time de coração de Daniel Bins. O árbitro já se envolveu em diversas polêmicas contra o Inter. Mesmo assim, a direção foi ingênua ao não se juntar à torcida colorada nas reclamações antes do jogo.

Do outro lado, o vice-presidente de futebol do Grêmio, após a partida contra o Juventude, mesmo com a equipe gremista sendo beneficiada por um erro no gol de empate, foi ao microfone dizer que não gostou da arbitragem. Essa antecipação gera efeitos.

A estratégia da gestão colorada de aceitar as definições da arbitragem de forma passiva ou indiferente tem um viés de manter boas relações, sendo que a cultura do futebol não poupa esse tipo de posicionamento. E isso tem um preço.

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